Governança de Dados
Dado sem definição acordada não é informação — é munição para discussão.
Governança de dados costuma ser apresentada como um problema de tecnologia: integrar bases, padronizar formatos, construir pipelines. Trabalhei três anos nisso em escala nacional e a conclusão foi outra — a parte técnica é a mais fácil.
O obstáculo real é institucional. Quando doze sistemas definem “matrícula” de doze maneiras diferentes, cada uma defensável dentro da lógica de quem a construiu, nenhuma arquitetura resolve o desacordo. Ela apenas o propaga mais rápido, e com aparência de objetividade.
Escrevo aqui sobre o que fica entre a base de dados e a decisão: definições, responsabilidade sobre o dado, qualidade na origem, LGPD aplicada a dados de estudantes, e o trabalho pouco glamouroso de fazer um gestor confiar em um número que contradiz o que ele vê na rede.
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